sexta-feira, 13 de junho de 2008

SONARQ 1 ANO!

Fundada no dia 12 de Junho de 2007, em Natal, a SONARQ (Sociedade Norteriograndense de Arqueologia e Meio Ambiente) completa um ano. Formada por um grupo de pessoas preocupadas em criar uma instituição social onde fosse possível unir força, conhecimento e vontade para conhecer e preservar o patrimônio histórico e ambiental potiguar. Seus membros são profissionais de diversas áreas de conhecimento, como: arqueólogos, ambientalistas, geólogos, geógrafos, historiadores, jornalistas etc. que entraram nessa luta pela proteção e preservação do patrimônio cultural material do Rio Grande do Norte.

Segue abaixo uma carta do presidente da SONARQ, Walner Barros Spencer (Professor de História, Arqueólogo, Sociólogo e Antropólogo) em agradecimentos gerais ao 1º ano de trabalho.

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Caros amigos e amigas!

É com enorme alegria que registramos hoje o primeiro aniversário da SONARQ – Sociedade Norte-rio-grandense de Arqueologia Meio Ambiente.

Dinheiro pouco, pouquíssimo, mas cuja falta e escassez é exponencialmente compensadas pela fé, coragem, determinação e vontade de levar adiante a preservação do ambiente, incluindo nele o patrimônio cultural, histórico e arqueológico, pois ele é o fundamento da identidade do povo e da nação.

Agradecimentos? Há, às centenas! O espaço, contudo, não permite listá-los todos.

Mas há alguns em especial: aos jornalistas, representados por Leonardo Sodré e Roberto Guedes, pelo interesse e apoio; aos jipeiros do Trilha Amiga, do Natal Land Clube, e do Natal Jeep Clube, nos veículos dos quais nós – da SONARQ – nos aboletamos para visitarmos às nascentes dos rios do Estado e percorremos trilhas esquecidas em meio ao sertão e no litoral. Nunca nos faltou lugar em seus comboios de cunho cultural.

Um abraço especial, portanto, no Levy Pereira e no Ângelo Pinheiro, presidentes dessas duas últimas entidades. Levy se tornou um de nossos mais prestimosos parceiros científicos na pesquisa sobre os antigos caminhos do Rio Grande do Norte, e. ao Eufran de Oliveira Souza, amigo de sempre, que nos doou mais de uma centena de livros sobre folclore, assim como ao NLC, que nos doou cópias de mapas seiscentistas.

Participamos dos estudos e ações do Comitê que visa a preservação ambiental da bacia hidrográfica do rio Pitimbú; dos problemas inerentes à servidão pública de passagem do Cabo de São Roque, e do entorno norte da Lagoa de Guaraíras, junto à Procuradoria Estadual de Meio-Ambiente; da inspeção das nascentes dos rios Pitimbú, Maxaranguape e Ceará-Mirim, com a apresentação oficial de um relatório desta última; auxiliamos na confecção da Avaliação Ambiental Estratégica, do Ministério Público; realizamos o diagnóstico arqueológico do ‘Cemitério dos Ingleses’, no futuro Parque Estadual do Mangue, na Redinha; apoiamos as ações da Associação dos moradores, empresários e amigos das praia de Ponta Negra – Ame Ponta Negra, em suas propostas e sugestões aos órgãos públicos em relação ao problema das águas e esgotos da região.

Alem disso, pesquisamos exaustivamente a região agreste-litorânea entre os Estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba, junto a integrantes do Natal Land Clube – mais de 3.000 km -, para realizar um trabalho de identificar a existência dos antigos caminhos coloniais que constam da cartografia holandesa ao tempo do domínio batavo da área. Esta pesquisa será apresentada em encontro internacional de história colonial, no próximo setembro.

Fomos assunto de diversas matérias jornalísticas, bem como pauta de entrevistas em programas de rádio e televisão. Ainda - o que é parte importante de nossos propósitos -, ministramos palestras em colégios e orientamos trabalhos universitários sobre os temas que nos dizem respeito.

Houve, naturalmente, outras pequenas coisas, mas de somenos importância.

Assim, em nome de todos da SONARQ,

MUITO OBRIGADO

Walner Barros Spencer
Presidente

PRESERVAR PELO CONHECIMENTO

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